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>QG MOLECA | 07.06.2022

Um pouquinho sobre a influência feminina no universo dos games

Achou que não tinha referências nessa área para te inspirar? Pois confira este post mais que demais!

Quem aí curte games? Vamos combinar que a experiência é uma das mais legais!! E nem é preciso de um console superelaborado, ainda mais quando se tem uma pesquisa para provar. Mas como assim? Olhem só: de acordo com a Pesquisa Game Brasil (PGB), 51,5% de gamers no país são mulheres e elas são maioria jogando em smartphones. Muito cool, né?

Uma participação que não começou a acontecer em tempos digitais. Na história geral dos games, as mulheres contribuíram para a criação, comercialização, roteirização, ilustração, pesquisa e escrita de opinião. E tudo tomou curso lá no início da década de 70, período em que o mercado de videogames aqueceu. Daí, surgiram oportunidades nas áreas de design/programação no intuito de criar mais jogos e uma das pessoas expressivas nesse contexto é Carol Shaw. Sua carreira teve início na empresa Atari (famosinha da época), sendo a única mulher na equipe de desenvolvimento. É dela o jogo best-seller chamado River Raid.

Para jogar online: Jogar River Raid.

Outra mulher importante foi Roberta Williams, designer de jogos de computador que projetou, escreveu e ilustrou o primeiro jogo de aventura gráfica, o Mystery House. Tem também Dona Bailey, que trabalhou na mesma empresa que Carol Shaw (será que elas trocaram figurinhas, como a gente com as nossas BFFs?), se tornando a primeira programadora e operadora da Atari. O crédito dela é o Centipede, jogo de fliperama que se tornou febre nos anos 80, atraindo players femininos e masculinos.

Para jogar online: Jogar Centipede.

E espera um pouquinho, pois esta história ainda não acabou! 

 

Mulheres e o fliperama

 

O fliperama (chamado na intimidade de fliper) foi uma sensação entre os #xovens dos anos 70/80/90. Provavelmente, vocês já viram um modelo nas suas séries favoritas de época, como Stranger Things. O apelo visual era a primeira coisa que atraía as pessoas e, uma vez jogando, não havia tempo ruim! E claro que há digital feminina, especialmente quando o setor começou a precisar de artistas visuais e gráficos. Evelyn Lim (Seto) é memorável, especialmente por ter feito e assinado uma sugestão de capa para um painel com a Mulher-Maravilha. Infelizmente, o job não foi usado, mas até hoje se lembra dela por isso!

E falando em lembrar: Jan Hendricks! Ela foi a única mulher a assinar o design do jogo de fliperama chamado Joust. E alguém aí perguntou sobre criação de personagem? Pois temos Reiko Kodama, uma das primeiras mulheres a criar arte e personagens, apresentando ao mundo o icônico RPG chamado Phantasy Star.

 

#ElasPesquisam e #ElasEscrevem sobre games!

 

Naquela época, muitas mulheres trabalharam em escritórios administrativos de empresas do setor, pesquisando as preferências dos jogadores ou atuando nas áreas de montagem e de testes. E temos uma mulher de destaque: Colette Weil que, junto com Mary Takatsuno e Linda Butcher, deu vida ao primeiro grupo de pesquisa sobre games. E sabe o que o trio tem em comum? Na verdade quem: Carol Kantor, que é considerada a primeira pesquisadora de mercado da indústria de videogames. É mundo pequeno que chama? Temos certeza que sim!

E o fenômeno dos videogames atingiu os meios de comunicação impressos. Muitas de vocês devem acompanhar as resenhas de produtinhos antes de comprá-los online e o mesmo aconteceu com os jogos que bombavam, reunindo escritoras e editoras que ajudaram a criar a imprensa de jogos. Margot Comstock é um grande nome por ter ajudado a fundar a Softalk, uma revista voltada para usuários de computador que abordava notícias do setor e preparavam o que hoje amamos: grandes listas sobre os softwares mais vendidos. O poder!

 

#JogueComoUmaGarota

 Como vocês notaram, a história dos games é i-men-sa e o mesmo vale para a quantidade de mulheres que participaram dela. Para nossa alegria, isso não mudou, pois a internet criou vários meios de participação para que todas expressem seu amor pelos jogos e até mesmo sigam carreira. Não importando se o perfil de jogadora é casual ou #hardcore, pois, dos dois lados, a influência feminina nesse universo cresce e, felizmente, continua a se expandir.

Abrindo espaço para novas plataformas, como a Twitch, conhecida mundialmente pelo serviço de transmissões ao vivo. Atendendo a demanda streamer e que nos faz mencionar os eSports — que transformaram os jogos eletrônicos em modalidade de competição. No Brasil, Júlia "Mayumi”, que se destacou no League of Legends, e Danielle Cherna, que fundou a Associação Feminina de Gaming Brasil (AFGB) para proteger as mulheres no mundo gamer, são nomes que inspiram meninas e mulheres dentro e fora das suas posições de players.

Ahhh! Falando em organizações, que é total fator #GirlPower, há também o Sakuras eSports, criado para melhorar o cenário de eSports para as mulheres, e o You Go Girls, que acolhe as players e traz notícias, inclusive sobre os campeonatos! Tudo nacional para você dar follow!

Viram só como o mundo gamer tem vários tipos de áreas de atuação? Você pode participar da forma que quiser, desde que se sinta confortável. Pode escrever, pode jogar, pesquisar, pode tudo! E contem com o QG da Moleca, que continuará por aqui reunindo as melhores informações para que vocês se sintam inspiradas e não desistam de seus sonhos!

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Bem-vindas ao MolecaLab, um blog ligado em tudo o que acontece! Por aqui, nosso time monitora, traduz e entrega as últimas tendências e conteúdos inéditos. E como já diria o meme: contem com a gente pra tudo, hein?

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